quinta-feira, 14 de novembro de 2013

in SATISFAÇÃO





"Vai curtir.  Vai transar com alguém que amanhã você não lembre o nome.  Vai ficar bêbado"


Estas são palavras, ou melhor, conselhos, de um amigo.
E sinceramente acho que ele tem total razão. A porra da vida já é algumas vezes pesada demais pra ficarmos só de mimimi.
E esse texto é sobre isso, sobre encontrar mais satisfação no que fazemos (no que eu faço) e menos in satisfação. 
O meu problema sempre foi PENSAR DEMAIS no que fazer, quando fazer, com quem fazer. Careço de um pouco de desapego, de desleixo, de deixar a vida me levar. Mas isso é perigoso, isso é se deixar perder pra se encontrar.
Em qualquer alegoria de metas, acredito que a primeira coisa a ser feita é que para concretizar as metas teremos de abrir mão de muitas coisas, então ai cabe particularmente a cada um pesar o que pode e vale a pena ser deixado de lado e sacrificado em prol das metas. Há dor e beleza em crescer, em se tornar homem, em ser gente! No amor, no trabalho, na vida pessoal e na puta que pariu, é assim meu irmão.
A in SATISFAÇÃO é uma merda! Precisamos gozar em tudo na vida, e gozar gemendo, grunhindo e gritando! Pena que nem sempre é possível, mas façamos sempre que o for.
Uma velha blogueira muita esperta escreveu certa vez (...) Quando a coisa não valer mais a pena, quando você deixar de acreditar, quando um treco te causar mais aporrinhação do que prazer, pegue suas tralhas e se mande. Mas não espere levar um pé na bunda pra ficar de mimimi depois, se arrependendo pelo que não fez.


A descoberta sobre o que nos dá SATISFAÇÃO é a parte mais difícil, primeiro porque teremos de viver diversas coisas, provar diversas coisas, experimentar diversas coisas e depois ainda tornar a nossa satisfação algo prático e acessível. Ai depois é só fazer de propósito e todo dia.
Só devemos tomar cuidado pra não deixar que a busca pela satisfação se transforme em frustração, afinal de contas por mais que não gostemos de admitir, temos limitações. Por exemplo, se queremos trabalhar menos temos de compreender que a grana vai ser mais curta, e isso tem um efeito cascata. Por isso não adianta querer ser marajá e usar um naikão no pé e andar de Lamburguine. Não dá pra acordar todos os dias as dez da manhã e ir passar o carnaval na Bahia no bloco da Ivete, ou tirar férias na Disney.
Mas também o que não vale a pena é trabalhar feriado, dia santo, doze horas por dia pensando em trinta dias de férias ao ano. Porra, isso é desumano, é ditatorial. Liberdade pra dentro da cabeça.

O que o camaleão quer dizer, ou melhor, o que eu quero me auto recomendar é que a vida é mais.
É mais que grana, mais que prestigio, mais que roupas novas, mais que luxo e ostentação. Sejamos muito mais do que tenhamos.

Pense nisso.

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