quinta-feira, 15 de novembro de 2012

velhos diários precisam ser queimados.


                                                           (FOTO: Arlan Souza)



Velhos diários precisam ser queimados. O passado nem sempre deve ser evocado, pois as lembranças podem não ser boas.
Fico com o que houve de bom. A parte ruim deixarei a cargo de minha consciência, pois esta por si só fará com maestria o trabalho de me refrescar a memória quando por algum vacilo eu pensar em andar pelos mesmos caminhos, ou fazer as mesmas escolhas.

Não doeu queimar o passado. Os gritos escritos e as dores abafadas, a verdade contida. Tudo, tudo queimou em chamas altas, em fogo duradouro.
Não sou tolo a ponto de pensar que uma mera fogueira pode assim tão banalmente apagar o que foi escrito naquelas páginas. Mas foi no fogo e somente nele que encontrei uma forma de não mais me martirizar ou  chorar por outrora.
Ao inferno com promessas falsas de que agora em diante tudo será diferente e uma nova estória será escrita e blábláblá. Não! Não haverá nenhuma nova estória, continuarei escrevendo a mesma! Eu só preciso ajusta-la e isso eu posso fazer. Eu vou fazer!
Meu discurso soa com ar político e eu odeio isso! Harrrr.
Com as cinzas que restaram eu me propus a escrever VIDA, palavra tão gasta e tão maltratada por mim, por nós todos.

Velhos diários precisam ser queimados, mas continuo guardando comigo um ou dois. São aqueles dos tempos bons. Das noites de estrelas, dos dias de verão intenso e dos tempos da turma do fundão. Tempos de verdades e segredos revelados. Tempos de família e de amizade. Tempos que eu tenho imensa saudade!



                                                         Green Day - Jesus of suburbia


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